O Fado e a Internacionalização

Desde que, em Novembro de 2011, o Fado foi declarado pela UNESCO como património cultural imaterial do mundo, a sua presença nos cenários mundiais tornou-se ainda mais significativa.

Mas quais eram exatamente os antecedentes que levariam, no espaço de um século, a uma canção que nasceu num ambiente boêmio e “malfadado” de um pequeno bairro de Lisboa, a viajar pelo mundo e tornar-se um dos principais elementos da identidade de um país?

E em que momento o fado foi para o estrangeiro?

Quais foram seus principais embaixadores num momento em que não havia internet e sua divulgação foi ainda mais complicada

Antes de Amália Rodrigues, quem foram os pioneiros da internacionalização do Fado e quais são os seus destinos preferenciais?

É a estas questões que esta conferência tentará dar respostas, traçando o caminho que o Fado tem usado desde os seus primeiros acordes, que foram ouvidos nas tabernas de Lisboa, até chegar às principais salas de concerto de todo o mundo.

Data e local

Cidade das Artes, Rio de Janeiro

Data e hora – consulte aqui!
Entrada Livre!

Pedro Felix

Pedro Félix é investigador do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança da Universidade Nova de Lisboa (FCSH) desde 1997 e colabora com o Museu do Fado desde 2005.

Na última década tem desenvolvido trabalho de terreno sobre grupos musicais em Portugal, tecnologia, indústria de edição de fonogramas e património sonoro.

Esse trabalho serviu de base para a elaboração de vários artigos científicos, apoiar a coordenação da Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, para a qual escreveu mais de 50 entradas (nos domínios do pop-rock e do fado), e a sua tese de doutoramento sobre a prática musical em contextos de produção industrial, tendo como terreno o grupo Xutos & Pontapés.

Integrou a equipa responsável pela elaboração da candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da UNESCO, coordenando e desenvolvendo o trabalho de terreno. Actualmente co-coordena o programa de digitalização do espólio fonográfico do Museu do Fado, assim como diversos projectos no âmbito do plano de salvaguarda. Um dos principais campos de acção prende-se com o património imaterial, fonográfico e arquivos de som. Desenvolve actividade lectiva na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.